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119 ANOS DE HISTÓRIA

O segundo jóquei mais antigo do Brasil em atividade já foi uma das principais atrações da cidade, mas hoje, em ruínas está esquecido

Jockey

Para quem atravessa a rua Pereira Passos, em Uvaranas, a arquibancada do Jockey Club Pontagrossense não passa despercebida. De longe é possível avistar a construção com grandes janelas de madeira e pintura desgastada pelo tempo.
 

O Jockey Club possui 119 anos de história e se transformou juntamente com o desenvolvimento da cidade. Em meados de 1900, Barão de Guaraúna e Augusto Ribas solicitaram ao Estado um terreno para que a população pudesse praticar o turfe, esporte que promove a corrida de cavalos. Na época, o local ficou famoso por ser uma das únicas formas de diversão na cidade e chamava atenção de todas as classes sociais, desde a elite até o ‘povão’.

O hipódromo de Uvaranas é onde o Jockey fica sediado e conta com uma pista de areia, chamada ‘dirf’, e uma pista de grama, a ‘turf’; sendo considerado como o segundo mais antigo do Brasil em atividade e um dos únicos do Brasil a possuir pista de grama para a prática do esporte.
 

A estrutura do local chamava a atenção de competidores dos outros estados que vinham até Ponta Grossa para disputar os páreos. Dedé, 00, trabalhou no Jockey como coordenador de cavalariço (responsável pelos cuidados com os cavalos), e conta como era o lugar nos tempos de ouro. “Eu conheci o Jockey em 1997 e em 1998 comecei a atuar como cavalariço, e fui até o ano de 2000. Para quem conheceu na época era um lugar muito bom. Tinha mais de 100 cavalos alojados lá”, relembra.

Falta de documentação e crises financeiras motivaram algumas interrupções no funcionamento das atividades, resultando em vários “abre e fecha” ao longo dos anos. Recentemente, em setembro de 2017, um forte temporal atingiu a cidade e abalou a estrutura da arquibancada, destruindo todo o telhado e as áreas de madeira, motivando mais um fechamento do Jockey. “Hoje eu sinto tristeza quando eu vejo a situação que está, todo abandonado. É um patrimônio histórico muito importante, para ficar assim”, relata Dedé.
 

Dois anos após o temporal, as atividades ainda estão suspensas, sem nenhuma corrida de cavalo desde então. A arquibancada continua destruída e a grama alta, somada aos vidros das janelas quebrados, denunciam o malcuidado com o local. O atual presidente do Jockey, Roberto, 00, pretende inovar no local e conta como estão as negociações para reformas e retomada das corridas.

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